Uma lenda chinesa

Postado por marcos em 29 de maio de 2009

Minha mãe contava a história de uma moça chinesa chamada Jing. Logo que se casou, ela passou a morar com o marido na casa da sogra. Passado um certo tempo as duas começaram a não se entenderem e, à medida que o tempo passava, o relacionamento entre sogra e nora se complicava. Jing sentia-se infeliz com aquela convivência desgastante. Percebia ser o alvo de críticas e à cada dia notava que o temperamento de ambas não combinava. Conforme a tradição na China, a nora deveria submeter-se aos caprichos da sogra, fato com que Jing não concordava.

 

Após alguns anos de casamento a convivência entre as duas se complicava cada vez mais e Jing vendo que não conseguia agüentar resolveu tomar uma atitude: foi procurar um feiticeiro e pediu um veneno para fazê-la tomar para que, finalmente, a libertasse da influência da sogra. 

 

O feiticeiro ouviu pacientemente as reclamações da jovem Jing, e, finalmente, cedeu a ela um pacote de ervas com a seguinte recomendação: “você não pode administrar essas ervas de uma só vez, porque isso pode levantar suspeitas sobre você. Vou lhe dar uma certa quantidade de ervas. A cada dois dias você coloque um pouco dessas ervas na comida dela. Para garantir que ninguém suspeite de você, deve ter muita preocupação com relação a sua atitude. Finja ser amiga dela, não a desrespeite, não polemize, nem conteste qualquer coisa que ela fale. Siga minhas instruções que garanto ajudá-la a resolver seus problemas. 

 

A jovem garantiu ao feiticeiro que seguiria à risca suas instruções. Passado algum tempo e, sistematicamente, Jing colocava um pouquinho de ervas na comida da sogra, e para evitar quaisquer suspeitas tratava muito bem a sua sogra, tal qual u´a mãe. 

 

Passados alguns meses tudo o que envolvia a convivência entre as duas havia serenado significativamente. Jing, mantinha-se calma, nada a desagradava, e nos últimos tempos não havia nenhuma briga ou desentendimento com a sogra. Esta, por sua vez, tratava a nora com afeto e cortesia. 

 

Um dia, Jing retornou à casa do feiticeiro e fez a ele um pedido: que a auxiliasse dando um medicamento que proporcionasse saúde a sogra. Que evitasse o mal que o veneno estava causando à sogra. 

 

O feiticeiro, muito contente, lhe disse: “ Minha filha…. fique tranqüila. As ervas que lhe dei não eram venenosas. Eram calmantes e auxiliares na melhoria da saúde de sua sogra. Você, com a mudança na sua atitude, proporcionou toda a modificação do ambiente da casa.” 

Quantas vezes o ambiente no qual estamos inseridos é o resultado do nosso bom ou mau humor, nossa intranqüilidade e má vontade? Pensemos nisso! 

 

Eurípedes Rodrigues dos Reis

Carpe Diem

O discípulo impaciente

Postado por marcos em 27 de maio de 2009

Após uma exaustiva sessão matinal de orações no monastério de Piedra, o noviço perguntou ao abade:

- Todas estas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós?

- Vou responde-lo com outra pergunta – disse o abade. – Todas estas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã?

- Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal!

- Então, esta é a resposta à sua pergunta. Deus está perto de nós, independente das preces que fazemos.

O noviço revoltou-se:

- O senhor quer dizer que nossas orações são inúteis?

- Absolutamente. Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.

Carpe Diem

A lenda do monge e do escorpião

Postado por Reginaldo em 26 de maio de 2009

(enviado por Geraldo Pereira Batista)

Monge e discípulos iam por um estrada e, quando passavam por uma ponte,  viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.

O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido a dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o  escorpião e o salvou.

Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada.

Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

- Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e  venenoso? que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:


- “Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.”


Carpe Diem

Tudo Passa

Postado por marcos em 22 de maio de 2009

(enviado por Cida Espurdari)

Certo dia um sacerdote percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurado aos pés da cama de seu mestre:

“Isso também passa”.

Com a curiosidade de cada ser humano resolveu perguntar:
- “Mestre, o que significa essa frase?”

E o mestre sem titubear lhe responde: A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não.
Mas tudo significa aprendizado.
Recebi esta mensagem de um anjo protetor num desses momentos de dor onde quase perdi a fé.
Ela é para que todos os dias antes de me levantar e de me deitar possa ler e refletir, para que quando tiver um problema, antes de me lamentar eu possa me lembrar que
“isso também passa”,
E para quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio, pois
“isso também passa”.

Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias. Praticar a paciência e perseverar no bem e nas boas ações ter simplicidade, fé e pensamentos positivos mesmo perante as mais difíceis situações é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado.

É ter a consciência de que todas as pessoas erram, de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição e por isso até saber que se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar, dentro de seu contexto e grau de compreensão.

Deste modo, meu amigo, toda vez que olho para essa frase, meu coração se aquieta e a paz me invade, pois sei que “isso também passa”.

Carpe Diem