QUAL O PREÇO A SE PAGAR POR SER VOCÊ MESMA?

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Vivemos numa sociedade de cobranças, onde a todo instante nos é exigido um determinado comportamento e postura, você tem que ser boa/bom em tudo que faz – seja como filha(o), irmã(o), estudante, profissional, namorada(o), esposa(o), mãe/pai, amiga(o), neta(o), enfim, em tudo.
Você é exposto a essa situação ainda quando está no ventre de sua mãe, e que seus pais começam a dizer – “minha/meu filha (o) será assim”, “fará isso”, “estudará o que eu decidir”, frequentará a religião que eu permitir”, “casará com”, e por aí vai. Dessa maneira vamos crescendo, assumindo para nossa vida, objetivos pré-estabelecidos com a obrigação de agradar sempre a alguém, de fazer o outro feliz.
Aí eu pergunto – e nessa de agradar o outro, onde eu fico? O que eu quero para minha vida? Isso me faz feliz? O que eu preciso para ser feliz? Afinal, o que é felicidade?
Eu sempre me questionei muito sobre essas coisas, nunca me conformei em fazer algo apenas para constar, tinha que ser sincero, algo que me satisfizesse primeiramente, e consequentemente, os outros.
Na minha cabeça, eu não precisava – paparicar ou elogiar só para agradar, dizer sim quando queria dizer não, trabalhar em algo que não me desse prazer, ou está em ambientes e na companhia de pessoas que violentassem de alguma forma os meus princípios. Não precisava aceitar tudo como as outras pessoas pareciam aceitar, eu poderia pensar e decidir sobre minha própria vida, e isso fez com que eu ganhasse um título de “pessoa difícil de conviver”.
Por um bom tempo, esse título me incomodou e cheguei a examinar o meu comportamento, será que eu não estava sendo intolerante demais, ou tinha estendido o período de rebeldia começado na fase da adolescência? Então, tentei fazer o inverso, deixar de ser eu mesma, e tentar apenas agradar aos outros. Advinha o que aconteceu? Não aconteceu, né? Não sou atriz e nunca fui boa nesse lance de representar papéis, ou seja, deu mais problema.

 

 

De um lado eu tinha uma exigência que me sufocava, porque de certo que para satisfazer as expectativas alheias você acaba por sacrificar as suas, haja vista que cada indivíduo tem as suas próprias expectativas. E de outro lado, eu poderia ser eu mesma, levando em consideração as minhas características pessoais, crenças, convicções, princípios, valores e uma maneira diferente de perceber o mundo, como tantas outras pessoas.

 

Pensei então o que me deixava feliz? E escolhi fazer as pazes comigo mesma, respeitando meu jeito de ser, entendendo que “ser difícil de conviver” é um preço a se pagar por ser você mesma, e como já dizia o grande filósofo Friedrich Nietzsche “Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo”.

 

Fonte do texto: escrito por Raquele Carvalho – via: https://osegredo.com.br/2016/02/qual-o-preco-a-se-pagar-por-ser-voce-mesma/

Carpe Diem
Enviado por Waldemir

 

 

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